Areia que chega todos os dias daria para fazer 15 casas diariamente

É difícil perceber, mas Campos do Jordão é um grande polo consumidor de areia. Todos os meses os oito depósitos da cidade que comercializam areia e mais a Polimix (produtora […]

É difícil perceber, mas Campos do Jordão é um grande polo consumidor de areia. Todos os meses os oito depósitos da cidade que comercializam areia e mais a Polimix (produtora de concreto) mobilizam cerca de 280 carretas que sobem a serra com as caçambas carregadas no limite.  Além desse montante, os próprios donos de depósito estimam que nesse mesmo período outras 120 carretas venham diretamente dos pontos de extração para os canteiros de obra espalhados pela cidade. Trata-se da areia que é comprada sem intermediários.

Acontece também num ritmo normal, esse número seria maior ainda: de 450 caminhões dia – a construção civil local está momentaneamente num momento atípico. A queda se deve à retração econômica do País, que produziu efeitos aqui. “Se estivéssemos no ritmo de 2015, estaríamos puxando areia pela serra todos os dias”, diz Sidnei Abreu, do Depósito do Gaúcho.

Seja como for, é tanta areia que, segundo o engenheiro Jorge Ferreira, daria para construir 15 casas populares por dia. Isso quer dizer que se toda essa areia se destinasse exclusivamente a habitações, ela daria origem a 5.400 casas por ano. E sem falar nos outros materiais que se combinam à areia como o cimento, a pedra e o ferro.

Ritmo forte 

Dois depósitos, o Mazza e o Campeão, mantém um ritmo forte e transportam cada qual três carretas cheias todos os dias. Cada vez que os caminhões levantam as caçambas, uma pequena montanha se forma no local da descarga. Mas isso dura pouco. O entra e sai de caminhões menores no local de armazenamento é intenso. O trator despeja a areia na carroceria e eles já saem para a entrega.

E o surpreendente é que uma parcela expressiva dessa areia se destina aos bairros em que os jordanenses moram. “É bem dividido. Vai metade para as obras dos turistas e outra metade para quem é da cidade”, observa Sidnei, dono do Depósito do Gaúcho.

Em paralelo com os depósitos, a Polimix (localizada na Vila Albertina) também é uma voraz compradora de areia. Embora nesse começo de ano a empresa tenha consumido um volume baixo – o que é considerado atípico –, o normal é a produtora de concreto ser abastecida com até 50 carretas por mês. São números como esses que mostram que mesmo se tendo construído além do razoável em Campos, a quantidade de edifícios e casas não para de aumentar. Assim, da próxima vez que você ver um caminhão de areia passar, lembre-se que isso significa expansão urbana.

 

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